Origem Também conhecida por ‘Alicante Henri Bouschet’. Proveniente de semente, obtida por Louis e Henri Bouschet, em 1855, em Mauguio (Hérault), cruzando a Grenache N com a Petit Bouschet N (Aramon x Teinturier du Cher). Usada por Leão Ferreira de Almeida como progenitora, tendo-lhe chamado Tintinha.
Morfologia Extremidade do ramo jovem aberta, com orla carmim e elevada densidade de pêlos prostrados. Folha jovem verde com zonas acobreadas, página inferior com elevada densidade de pêlos prostrados. Flor hermafrodita. Pâmpano estriado de vermelho e gomos ligeiramente avermelhados. Folha adulta média, orbicular, subtrilobada; limbo verde escuro, revoluto, com bolhosidade fraca; página inferior com média densidade de pêlos prostrados; dentes médios e rectilíneos; seio peciolar pouco aberto, com a base em V, e seios laterais superiores abertos em V. Cacho médio e medianamente compacto. Bago arredondado, médio e negro-azul, polpa corada. Sarmento castanho amarelado.
Comportamento Abrolhamento: Precoce, 2 dias após a ‘Castelão’. Floração: Época média, 6 dias após a ‘Castelão’. Pintor: Época média, 2 dias antes da ‘Castelão’. Maturação: Tardia, duas semanas após a ‘Castelão’. Sensível à Podridão dos cachos. Vigor médio a fraco. Produção média. Porte prostrado.
------------------------------------------------- Casta tintureira, com um ciclo idêntico ao do Castelão. Adapta-se bem à poda curta e é bastante vigorosa. A sua madeira é branda pelo que apresenta alguma sensibilidade ao vento e ao granizo. Apresenta muitas vezes maturações deficientes devido a excessos de produção. É pois essencial, para se obter alguma qualidade, uma correcta gestão da vegetação, garantindo área foliar bastante para uma correcta maturação, associada a um conveniente arejamento da copa. Estas situações acentuam-se quando é cultivada em solos mais frescos e climas mais amenos. Manifesta notória sensibilidade ao stress-hídrico, podendo apresentar nessas circunstâncias, uma esfoliação intensa acompanhada de dessecamento das varas mais finas. No entanto é em condições edafo-climáticas mais adversas que pode produzir vinhos com qualidade, embora exigindo sempre cuidados na gestão da vegetação e na fertilização. Muito sensível à escoriose e a outras doenças do lenho. Encontra-se muito infectada com o vírus do enrolamento tipo III, embora os clones franceses mais recentes já estejam isentos.
CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA
Potencial Grande potencial vitícola e enológico, quando cultivada em clima quente. Muito influenciável pelas condições ambientais específicas de cada ano. Muito rica em substâncias fenólicas.
------------------------------------------------- Casta tintureira. Em condições ideais de maturação origina vinhos muito concentrados de cor (retintos), ricos em substâncias fenólicas (encorpados) com aromas vinosos bem evidentes lembrando compota de ameixa bem madura.
CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA
Selecção Em Portugal, não possui clones certificados.
Fotos
MicroSatélites
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AGRO 8.2 |
Lopes et al., 2006 |
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VVS1 |
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178 : 188 |
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VVS2 |
135 : 147 |
129 : 141 |
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VVS3 |
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216 : -ª |
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VVS4 |
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166 : 172 |
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VVS29 |
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168 : 176 |
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VVMD5 |
226 : 238 |
222 : 234 |
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VVMD6 |
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204 : 204 |
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VVMD7 |
235 : 239 |
236 : 240 |
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VVMD8 |
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-b : -b |
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VVMD14 |
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216 : 216 |
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VVMD27 |
181 : 194 |
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VVMD36 |
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261 : 265 |
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ssrVrZAG7 |
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154 : 156 |
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ssrVrZAG12 |
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157 : 157 |
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ssrVrZAG15 |
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166 : 198 |
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ssrVrZAG21 |
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198 : 202 |
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ssrVrZAG25 |
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224 : 236 |
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ssrVrZAG29 |
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109 : 109 |
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SsrVrZAG30 |
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148 : 148 |
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ssrVrZAG47 |
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158 : 172 |
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ssrVrZAG62 |
188 : 188 |
186 : 186 |
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ssrVrZAG64 |
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132 : 156 |
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ssrVrZAG67 |
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127 : 135 |
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ssrVrZAG79 |
243 : 257 |
240 : 254 |
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ssrVrZAG83 |
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188 : 190 |
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SsrVrZAG112 |
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226 : 234 |
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SsrVvUCH11 |
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245 ; 245 |
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SsrVvUCH12 |
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166 : 166 |
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SsrVvUCH29 |
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213 : 213 | ª – indica que a casta é homozigótica ou heterozigótica com um alelo nulo. b– indica que a casta é homozigótica para um alelo nulo ou não amplificou. ® As diferenças no tamanho dos alelos são devidas às metodologias laboratoriais. - Lopes, M. Susana, M. Rodrigues dos Santos, J.E. Eiras-Dias, D. Mendonça, A. Câmara Machado, 2006. Discrimination of Portuguese grapevines based on microsatellite markers. Journal of Biotechnology, 127, 34-44. |