Origem Cultivada em Espanha com o nome de Brancellao
------------------------------------------------- Villa Maior, no Manual de Viticultura Practica (1875), põe a hipótese de ser originária do Alto Douro, por ser na parte da região que fica abaixo do Corgo que ela se encontrava mais generalizada, fazendo, com a Bastardo, a base dos vinhos daquela região. Vila Maior, Visconde de, 1875. Manual de Viticultura Practica. 552pp. Imprensa da Universidade, Coimbra.
------------------------------------------------- O coeficiente de variação genotípica do rendimento (CVG de 18,38) permite considerá-la com um nível relativamente elevado de variabilidade genética. Gonçalves, Elsa M.F., 1996. Variabilidade Genética de Castas Antigas de Videira, 76p. Relatório de Fim de Curso, I.S.A., Lisboa.
Morfologia Extremidade do ramo jovem aberta, com orla carmim e elavada densidade de pêlos prostrados. Folha jovem verde, página inferior com elevada densidade de pêlos prostrados. Flor hermafrodita. Pâmpano verde a estriado de vermelho, com gomos ligeiramente avermelhados. Folha adulta média, pentagonal, com cinco lóbulos; limbo verde escuro, em funil e revoluto, elevada bolhosidade; página superior e inferior com média densidade de pêlos prostrados; dentes curtos e rectilíneos; seio peciolar pouco aberto, em V, seios laterais em U. Cacho médio, cónico, medianamente compacto, pedúnculo de comprimento médio. Bago elíptico curto, pequeno a médio e negro-azul; película de espessura média, polpa firme. Sarmento castanho escuro.
Comportamento Abrolhamento: Época média, 10 dias após a ‘Castelão’. Floração: Época média, 5 dias após a ‘Castelão’. Pintor: Precoce, 2 dias antes da ‘Castelão’. Maturação: Precoce, uma semana antes da ‘Castelão’. Casta vigorosa, de porte erecto, pouco produtiva, adaptando-se melhor à poda em vara. Sensível ao oídio e ao desavinho se a floração se efectua com tempo húmido e encoberto. Pouco sensível ao míldio e à podridão, mesmo nos anos húmidos, e à secura nos verões muito quentes.
------------------------------------------------- Casta de porte erecto, de vigor médio a alto e com fraca tendência para o desenvolvimento de netas. O seu entrenó é longo e regular e as gavinhas são poucas e com mediana dureza. O abrolhamento é tardio. Tem uma fertilidade média, sendo fraca nos olhos basais. É pouco susceptível ao desavinho e o seu nível de produção é médio. Apresenta uma mediana adaptação a poda curta. A vara tem uma dureza média. A condução da sebe é fácil. É bastante resistente ao stress hídrico. É bastante resistente ao míldio, oídio e podridão cinzenta e medianamente susceptível à cigarrinha verde. O cacho de tamanho médio é medianamente compacto, tem um pedúnculo grande e com uma lenhificação fraca. O bago é de dimensão média, tem uma película espessa e é difícil de destacar. As graínhas são em número e tamanho médio e são bem formadas. A maturação é tardia.
CONTRIBUIÇÃO DO CENTRO DE ESTUDOS VITIVINÍCOLAS DO DÃO. DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA E PESCAS DO CENTRO. Vanda Pedroso.
Potencial Produz vinhos alcoólicos, macios, bastante claros e pouco ácidos. Os vinhos evoluem rapidamente.
------------------------------------------------- Os mostos apresentam um teor alcoólico provável médio e elevada acidez. Dá vinhos de cor rubi (abertos), aroma perfumado fazendo lembrar flores e sabor ligeiro, pouco "corpo", mas muito vivo. Muito fraco potencial para envelhecimento. Entra, geralmente, misturado com outras castas nos vinhos do Dão, aos quais confere macieza, perfume e equilíbrio ácido. Foi, durante muitos anos, a base fundamental para o fabrico de vinhos rosados, aos quais conferia delicadeza e perfume.
CONTRIBUIÇÃO DO CENTRO DE ESTUDOS VITIVINÍCOLAS DO DÃO. DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA E PESCAS DO CENTRO. Vanda Pedroso.
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