|
Origem Não é citada em obras publicadas até 1880, ou então, a sua circunscrição a uma área restrita (Vidigueira) fê-la passar despercebida. Aparece pela primeira vez citada por Pinto de Menezes, em 1889, na Lista das Castas de Videiras Portuguesas, publicada no Boletim da Direcção Geral de Agricultura. Nesta lista aparece a ‘Antão Vaz’ cultivada na 8ª região agronómica, mais precisamente nos concelhos de Cuba, Évora, Portel e Vidigueira. Em Évora é citada como casta tinta. Com o nome de ‘Entamvás’ aparece mencionada no concelho de Vila Franca de Xira. A sua cultura deve ter sido tentada em Vila Franca de Xira, mas se ela fosse importante nesta região próxima de Lisboa desde há muito tempo, já teria sido notada antes de 1880. Gonçalves (1996) O coeficiente de variação genotípica do rendimento (CVG de 20,84) permite considerá-la com um nível relativamente elevado de variabilidade genética. Possui nível de variabilidade semelhante à Alvarinho, Alvarelhão, Aragonez, Baga, Fernão Pires, Moscatel Graúdo, Tinta Barroca, Tinto Cão e Trajadura. (Gonçalves, 1996) A sua elevada variabilidade, para casta de introdução recente (100 anos), pode ser devida a não ter sofrido qualquer tipo de selecção massal pelos viticultores, devido á sua pequena importância, ou ao facto de ser bastante antiga mas numa região bastante restrita, que a fez passar despercebida. (Lopes et al., 2006) Dados obtidos com 28 marcadores microssatélites indicam que a Antão Vaz é progenitora da casta Cayetana, cultivada na região da Extremadura espanhola. O fenograma, que a compara com 70 castas cultivadas em Portugal, mostra que a casta se coloca fora da população ‘castas portuguesas’ (Lopes et al., 2006) Morfologia Extremidade do ramo jovem aberta, com orla carmim, fraca densidade de pêlos prostrados. Folha jovem verde-acobreada, com página inferior praticamente glabra. Flor: Hermafrodita Pâmpano verde, com gomos verdes. Folha adulta de tamanho médio, cuneiforme, com cinco lóbulos; limbo verde médio, involuto, liso, página inferior glabra; dentes curtos e convexo-côncavos; seio peciolar muito aberto, com a base em chaveta, seios laterais abertos em V. Cacho médio, cilindrico-cónico, compacto, pedúnculo curto. Bago arredondado, pequeno e verde-amarelado; película fina, polpa de consistência média. Sarmento castanho amarelado. Comportamento Abrolhamento: Época média, 4 dias após a ‘Fernão Pires’. Floração: Época média, 4 dias após a ‘Fernão Pires’. Pintor: Tardio, 13 dias após a ‘Fernão Pires’. Maturação: Época média, uma semana após ‘Fernão Pires’. Porte prostrado. Vigor médio. Boa produtividade. Muito sensível míldio, oídio e podridão. Pouco sensível ao desavinho. Pouco sensível às Cigarrinhas Verdes, tal como a generalidade das castas glabras. Potencial Produz bom vinho. Mosto não oxida. Casta com bom potencial aromático, valorizado com as vinificações a temperatura controlada. Fotos
|
voltar