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Origem Conhecida por Tinta Roriz nas regiões do Douro e do Dão. É a casta Ibérica por excelência, uma das poucas castas que Portugal e Espanha possuem em comum. Tempranillo, Tinto Fino, Cencibel, Ull de Lebre, são alguns dos seus muitos nomes utilizados em Espanha. Não aparece mencionada em obras publicadas até ao fim do século XVIII. Em obras publicadas entre 1800 e 1850 há referência a 3 tipos de Aragonez: Aragonês (simplesmente),Aragonês da TerraeAragonês de Elvas. Até 1880 não há qualquer referência à Tinta Roriz, nome por que é conhecida no Douro e Dão, levando a ponderar a hipótese da sua introdução no país ter sido feita pelo Alentejo. O coeficiente de variação genotípica do rendimento (CVG de 17,93) permite considerá-la com um nível relativamente elevado de variabilidade genética. Comparando clones provenientes do Alentejo, do Dão e do Douro, verifica-se maior heterogeneidade genética do rendimento nos clones do Dão (CVG de 17,64). Os clones do Alentejo apresentam uma variabilidade genética muito próxima do Dão (CVG de 16,75), sendo os clones provenientes da região do Douro os que apresentam menor heterogeneidade genética (CVG de 12,05). Gonçalves, Elsa M.F., 1996. Variabilidade Genética de Castas Antigas de Videira, 76p. Relatório de Fim de Curso, I.S.A., Lisboa. Morfologia Extremidade do ramo jovem aberta, com orla carmim de intensidade média, média a forte densidade de pêlos prostrados. Folha jovem amarelada com tons bronzeados, página inferior com média a forte densidade de pêlos prostrados e de pêlos erectos. Flor hermafrodita Pâmpano estriado de vermelho, com gomos verdes. Folha adulta grande, pentagonal, com cinco lóbulos, o central bem desenvolvido; limbo verde médio, irregular, ligeiramente bolhoso e enrugado, página inferior com média densidade de pêlos prostrados e forte densidade de pêlos erectos; dentes grandes e convexos; seio peciolar e seios laterais fechados, com base em U. Cacho médio, cilindrico-cónico, medianamente compacto, pedúnculo de comprimento médio. Bago arredondado, médio e negro-azul; película de espessura média, polpa de consistência média. Sarmento castanho amarelado. Comportamento Abrolhamento: Época média, 9 dias após a ‘Castelão’. Floração: Época média, 6 dias após a ‘Castelão’. Pintor: Época média, 2 dias antes da ‘Castelão’. Maturação: Época média, em simultâneo com a ‘Castelão’. Porte semi-erecto. Vigor forte. Pouco sensível ao desavinho. Sensível ao Oídio e à Cigarrinha Verde. Bastante produtiva. Produção excessiva faz baixar a qualidade do vinho de modo assinalável. A vara parte com facilidade à empa. É uma casta vigorosa de porte erecto. Possui boa fertilidade nos gomos da base das varas (incluindo os da coroa) pelo que é aconselhável podá-la em poda curta e conduzi-la em cordão Royat (unilateral ou bilateral). É muito sensível ao vento, chegando as folhas a romperem-se e rasgarem-se, dando posteriormente origem a infecções causadas por fungos das podridões .As varas, aquando da empa, são muito quebradiças. A casta Aragonez é muito generosa na produção, os cachos e os bagos são de tamanho médio ou grande e os rendimentos são com alguma frequência exagerados. A produção média deverá ser da ordem das 8-15 ton/ha. Duma forma geral é bastante atreita ás doenças criptogâmicas; sendo sensível ao Míldio, nomeadamente tardio.(bago de ervilha) que lhe pode causar prejuízos destruindo até 50% da produção, também sofre consideráveis danos com Oídio e é sensível á Podridão cinzenta, em particular antes da floração – altura em que, nos anos de chuvas persistentes, pode sofrer estragos consideráveis a nível de todos os órgãos verdes. No domínio das pragas é muito apetecida pelas cicadelas (cigarrinha verde),as quais chegam a provocar intensas esfoliações antes da maturação completa das uvas. CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA Potencial É das castas onde a correlação negativa entre a quantidade e a qualidade mais se acentua quando se ultrapassam rendimentos elevados, acima das 8 a 10 ton/ha. No entanto com produções moderadas, possibilita a produção de magníficos vinhos ,os quais são bem aromáticos, alcoólicos, carregados de cor e encorpados, embora com pouca acidez total. Quando provenientes de uvas bem maduras são aptos a vinificação e estágio em madeira podendo atingir assim grande nobreza de carácter e longevidade. CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA Selecção Possui clones certificados. Características dos clones, obtidas nas condições dos ensaios de selecção. Aragonez T, clone 54 EAN: Bom rendimento, com muito bom teor alcoólico e muito boa acidez total. Excelente teor em substâncias da cor, com bagos pequenos. Aragonez T, clone 55 EAN: Rendimento médio, com muito bom teor alcoólico e acidez total média. Elevado teor em substâncias da cor. Aragonez T, clone 56 EAN: Bom rendimento, com teor alcoólico médio, acidez total média e médio teor em substâncias da cor. Aragonez T, clone 57 EAN: Excelente rendimento, com excelente teor alcoólico, acidez total média e elevado teor em substâncias da cor. Aragonez T, clone 58 EAN: Bom rendimento, excelente teor alcoólico, boa acidez total e elevados teores em substâncias da cor. Aragonez T, clone 59 EAN: Rendimento médio, bom teor alcoólico, acidez total média e muito bom teor em substâncias da cor. Aragonez T, clone 60 EAN: Rendimento médio, teor alcoólico médio, acidez total baixa e muito bom teor em substâncias da cor. (Antero Martins - Rede Nacional de Selecção da Videira) Fotos
MicroSatélites
® As diferenças no tamanho dos alelos são devidas às metodologias laboratoriais. - Almadanim, M. Cecília, M. Margarida Baleiras-Couto, H. Sofia Pereira, Elvira Melo, Eva Valero, P. Fevereiro, J.E. Eiras-Dias, Leonor Morais, Wanda Viegas, M. Manuela Veloso, 2004. Os microssatélites na identificação de variedades de videira. In: Actas do 6º Simpósio de Vitivinicultura do Alentejo 1, 23-29, Évora. - Ibáñez, J., María T. de Andrés, Ana Molino, J. Borrego, 2003. Genetic study of key Spanish grapevine varieties using mocrosatellites analysis. Am.J.Enol.Vitic. 54 (1), 22-30. |
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