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CASTELÃO T
Origem
João de Santarém, na rotulagem do VQPRD Ribatejo, sub-região Santarém.
Periquita, na rotulagem conforme ponto 1-A do Art. 17º do Reg.(CEE) nº 3201/90, com a redacção do Reg.(CE) nº 609/97.

A variabilidade genética do rendimento (CVG de 13,66) começa a ser limitada. A maior heterogeneidade genética está no Alentejo (CVG de 15,69). Os clones oriundos do Ribatejo são os mais homogéneos geneticamente (CVG de 2,88), ficando os clones vindos da região de Setúbal, embora com maior variabilidade, muito aquém das regiões do Alentejo e Oeste.
Gonçalves, Elsa M.F., 1996. Variabilidade Genética de Castas Antigas de Videira, 76p. Relatório de Fim de Curso, I.S.A., Lisboa.


Morfologia
Extremidade do ramo jovem aberta, com orla ligeiramente carmim e elevada densidade de pêlos prostrados.
Folha jovem amarelada, página inferior com elevada densidade de pêlos prostrados.
Flor: Hermafrodita
Pâmpano verde, com gomos verdes.
Folha adulta de tamanho médio, pentagonal, com cinco lóbulos; limbo verde médio, irregular, medianamente bolhoso, página inferior com elevada densidade de pêlos prostrados; dentes médios e convexos; seio peciolar pouco aberto, com a base em chaveta, seios laterais abertos em V.
Cacho médio, cónico-alado, compacto, pedúnculo curto.
Bago arredondado, médio e negro-azul; película medianamente espessa, polpa firme.
Sarmento amarelado.


Comportamento
A Castelão é considerada casta-referência para os estados fenológicos das castas tintas.
Abrolhamento: Precoce.
Floração: Precoce.
Pintor: Época média.
Maturação: Época média.
Porte erecto. Vigorosa. Boa produtividade. Tendência para rebentação múltipla.
Sensível ao desavinho.
Pouco sensível à podridão, no período de maturação. No período de floração é sensível à podridão, que ataca o pedúnculo do cacho.
Pouco sensível ao oídio.
Bastante versátil, adapta-se bem a terrenos húmidos.

Casta temporã, adaptável a várias situações edafo-climáticas, que agradece contudo solos de média a baixa fertilidade para exprimir todo o seu potencial enológico. Encontra nos podzóis da Península de Setúbal o seu solar de excelência.

Exigente em potássio e sensível a excesso de azoto, que lhe promove o desavinho. A sensibilidade ao desavinho é uma característica da casta que se atenua muito com a utilização de materiais vegetativos (garfos) provenientes de Selecção Massal de Clones (piloclonal) e com práticas de fertilização racionais.

Na Estremadura era tradicionalmente podada à vara, mas recentemente, com a crescente introdução dos materiais seleccionados, tem-se disseminado o uso de poda curta, com melhorias consideráveis da qualidade.

Apresenta porte semi-erecto, carece de poda em verde e agradece práticas de maneio que lhe aumentem o arejamento, principalmente na época da floração.
Muito sensível à traça da uva.
Sensível às doenças do lenho.
CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA


Potencial
A cor e o grau alcoólico dos vinhos é razoável.

Normalmente constitui uma casta de lote, mas na região vitícola de Palmela, produz vinhos elementares bem estruturados, ricos em aromas primários quando jovens, macios e alcoólicos.
CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA


Selecção
Possui clones certificados.
(Rede Nacional de Selecção da Videira)

Castelão T, clone 29 EAN:
Muito bom rendimento, com teor alcoólico elevado, acidez total média e elevado teor em substâncias da cor. Elevado potencial enológico, o qual se baseia na qualidade do seu perfil aromático e na distinção e persistência gustativa dos vinhos.

Castelão T, clone 30 EAN:
Rendimento médio, com um bom equilíbrio de características qualitativas.

Castelão T, clone 31 EAN:
Muito bom rendimento, com bom teor alcoólico e de acidez total. Elevado teor em substâncias da cor. Potencial enológico bastante elevado, o qual se manifesta pela distinção do seu perfil aromático e pela complexidade e persistência gustativa dos vinhos.

Castelão T, clone 32 EAN:
Bom rendimento, com teor alcoólico médio, acidez total média e elevado teor em substâncias da cor.

Castelão T, clone 33 EAN:
Bom rendimento, elevado teor alcoólico, elevada acidez total e elevado teor em substâncias da cor. Bom potencial enológico, o qual se traduz pela qualidade do seu perfil organoléptico, quer em termos aromáticos quer em termos gustativos.
(Rede Nacional de Selecção da Videira)


Fotos





MicroSatélites


Almadanim et al., 2007

Lopes et al., 2006

VVS1


178 : 178

VVS2

145 : 147

139 : 141

VVS3


210 : 210

VVS4


166 : 166

VVS29


168 : 168

VVMD5

236 : 238

232 : 234

VVMD6


204 : 204

VVMD7

239 : 253

240 : 254

VVMD8


134 : 140

VVMD14


216 : 222

VVMD27

179 : 181


VVMD36


259 : 267

ssrVrZAG7


106 : 166

ssrVrZAG12


157 : 157

ssrVrZAG15


166 : 168

ssrVrZAG21


198 : 200

ssrVrZAG25


234 : -ª

ssrVrZAG29


109 : 109

ssrVrZAG30


142 : 148

ssrVrZAG47


156 : 158

ssrVrZAG62

188 : 188

186 : 186

ssrVrZAG64


134 : 136

ssrVrZAG67


121 :121

ssrVrZAG79

247 : 251

244 : 248

ssrVrZAG83


188 : 190

ssrVrZAG112


234 : 236

ssrVvUCH11


239 : 259

ssrVvUCH12


128 : 166

ssrVvUCH29


209 : 287


ª – indica que a casta é homozigótica ou heterozigótica com um alelo nulo.
® As diferenças no tamanho dos alelos são devidas às metodologias laboratoriais.
- Almadanim, M. Cecília, M. Margarida Baleiras-Couto, H. Sofia Pereira, Elvira Melo, Eva Valero, P. Fevereiro, J.E. Eiras-Dias, Leonor Morais, Wanda Viegas, M. Manuela Veloso, 2007. Genetic diversity of the grapevine (Vitis vinifera L.) cultivars most utilized for wine production in Portugal. Vitis 46 (3), 116-119.
- Lopes, M. Susana, M. Rodrigues dos Santos, J.E. Eiras-Dias, D. Mendonça, A. Câmara Machado, 2006. Discrimination of Portuguese grapevines based on microsatellite markers. Journal of Biotechnology, 127, 34-44.



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