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Origem O coeficiente de variação genotípica do rendimento (CVG de 26,37) permite considerá-la geneticamente heterogénea e concluir da sua cultura desde um passado longíquo nas respectivas regiões vitícolas, onde terá um certo tradicionalismo. Os clones oriundos da região de Pinhel exprimem uma variabilidade genotípica superior (CVG de 33,20), o que possivelmente indica que esta será a região onde a casta teve o seu estabelecimento mais longínquo, expandindo-se posteriormente para as restantes regiões de cultura. Esta casta apresenta também outros centros importantes de heterogeneidade genética do rendimento, nomeadamente na região da Cova da Beira e no Dão, respectivamente com CVG de 25,81 e de 20,20. A região do Douro é a que apresenta maior homogeneidade genotípica quanto ao rendimento (CVG de 18,79), indicando que possivelmente nesta região a casta se estabeleceu mais recentemente. Gonçalves, Elsa M.F., 1996. Variabilidade Genética de Castas Antigas de Videira, 76p. Relatório de Fim de Curso, I.S.A., Lisboa. Morfologia Extremidade do ramo jovem aberta, com orla carmim de intensidade média, forte densidade de pêlos prostrados. Folha jovem verde com tons acobreados, página inferior com elevada densidade de pêlos prostrados. Flor hermafrodita Pâmpano estriado de vermelho, com gomos verdes. Folha adulta de tamanho médio, pentagonal, com sete lóbulos; limbo verde médio, irregular, medianamente bolhoso; página inferior com elevada densidade de pêlos prostrados; dentes médios e convexos;seio peciolar com lóbulos sobrepostos, base em V, e a presença frequente de um dente, seios laterais com lóbulos sobrepostos, com base em U. Cacho médio, cilindrico-cónico, medianamente compacto, pedúnculo de comprimento médio. Bago arredondado, médio e negro-azul; película de espessura média, polpa mole. Sarmento castanho escuro. Comportamento Abrolhamento: Época média, 6 dias após a ‘Castelão’. Floração: Precoce, 1 dia após a ‘Castelão’. Pintor: Muito precoce, 9 dias antes da ‘Castelão’. Maturação: Época média, em simultâneo com a ‘Castelão’. Pouco sensível à Escoriose. Casta de porte erecto, com vigor médio, tendo fraca tendência para o desenvolvimento de netas. O seu entrenó é de tamanho médio e regular. Apresenta poucas gavinhas e frágeis. O seu abrolhamento é médio. Casta com boa fertilidade, mesmo nos gomos basais, sujeita a desavinho e com uma produção alta, mas irregular. Adapta-se a qualquer tipo de poda. A vara é de dureza média. Apresenta fácil condução da sebe. É medianamente susceptível ao míldio, mas susceptível ao oídio, podridão cinzenta e cigarrinha verde. É também susceptível a carências de magnésio e potássio. O cacho é pequeno a médio, compacto, de pedúnculo curto e muito lenhificado. O bago é de tamanho médio, com película de espessura média e apresenta uma média facilidade de destacamento. As graínhas são grandes, herbáceas e em número médio. Apresenta uma maturação média. CONTRIBUIÇÃO DO CENTRO DE ESTUDOS VITIVINÍCOLAS DO DÃO. DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA E PESCAS DO CENTRO. Vanda Pedroso. Potencial Os mostos apresentam um teor alcoólico provável médio e média acidez. Dá vinhos de cor rubi (abertos), aroma floral, sabor herbáceo e estrutura ligeira. Muito fraco potencial para envelhecimento. Entra, geralmente, misturado com outras castas, nos vinhos do Dão, aos quais confere algum perfume e acidez. CONTRIBUIÇÃO DO CENTRO DE ESTUDOS VITIVINÍCOLAS DO DÃO. DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA E PESCAS DO CENTRO. Vanda Pedroso. Fotos
MicroSatélites
- Almadanim, M. Cecília, M. Margarida Baleiras-Couto, H. Sofia Pereira, Elvira Melo, Eva Valero, P. Fevereiro, J.E. Eiras-Dias, Leonor Morais, Wanda Viegas, M. Manuela Veloso, 2007. Genetic diversity of the grapevine (Vitis vinifera L.) cultivars most utilized for wine production in Portugal. Vitis 46 (3), 116-119. |
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