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TERRANTEZ B
Origem


Morfologia
Extremidade do ramo jovem aberta, com orla carmim de intensidade fraca e média densidade de pêlos prostrados.
Folha jovem verde com tons bronzeados, página inferior com média densidade de pêlos prostrados.
Flor hermafrodita.
Pâmpano avermelhado, com gomos vermelhos.
Folha adulta pequena, orbicular, com cinco lóbulos; limbo verde claro, plana, medianamente bolhoso; dentes convexos e curtos; seio peciolar fechado, em V, e seios laterais em U aberto; página inferior com média densidade de pêlos prostrados.
Cacho pequeno, cilindro-cónico, medianamente compacto, pedúnculo de comprimento médio.
Bago pequeno, arredondado e verde-amarelado; película fina e polpa mole; difícil separação do pedicelo.
Sarmento castanho amarelado.


Comportamento
Abrolhamento: Precoce, 1 dia antes da ‘Fernão Pires’.
Floração: Precoce, 1 dia antes da ‘Fernão Pires’.
Pintor: Época média a tardia, 12 dias após a ‘Fernão Pires’.
Maturação: Tardia, duas semanas após ‘Fernão Pires’.
Porte semi-erecto a retombante.
Vigor médio.
Medianamente produtiva.
Sensível ao oídio e à podridão cinzenta.

Variedade de porte retombante, de vigor médio a forte e com fraco desenvolvimento de netas. O seu entrenó é de tamanho médio e regular. Apresenta poucas gavinhas, mas de dureza média.
O abrolhamento é médio.
Apresenta uma fertilidade baixa. É sensível ao desavinho e o seu nível de produção é baixo.
Tem tendência para um grande desenvolvimento de “ladrões”. A sua vara é dura e as sebes são difíceis de conduzir.
É pouco susceptível ao stress hídrico.
É pouco susceptível ao míldio e medianamente susceptível ao oídio e podridão cinzenta.
O cacho é pequeno, pouco compacto, de pedúnculo médio e não lenhificado. O bago é pequeno a médio, de película medianamente espessa e destaca-se com uma certa dificuldade. As graínhas em pequeno número são grandes e bem formadas.
A sua maturação é média a tardia.
CONTRIBUIÇÃO DO CENTRO DE ESTUDOS VITIVINÍCOLAS DO DÃO. DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA E PESCAS DO CENTRO. Vanda Pedroso.


Potencial
Os mostos apresentam um teor alcoólico médio e elevada acidez (logo a seguir à Uva Cão).
Dá vinhos de cor citrina, frutados, frescos, vivos e com riqueza ácida. Por ser das castas que apresenta, normalmente, das mais baixas graduações alcoólicas (só supera o Cerceal Branco), origina, geralmente, vinhos com um certo desiquilíbrio ácido. É utilizada quase sempre misturada com outras castas, nos vinhos do Dão, como factor de correcção da acidez, do respectivo conjunto.
CONTRIBUIÇÃO DO CENTRO DE ESTUDOS VITIVINÍCOLAS DO DÃO. DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA E PESCAS DO CENTRO. Vanda Pedroso.



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