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Origem Cultivada em Espanha e na Austrália com o nome de Graciano. Cultivada em França com o nome de Morrastel. Cultivada na Califórnia com o nome de Xeres. Originária da Rioja, em Espanha. Ambrosi, H., E. Dettweiler-Münch, E.H. Rühl, J. Schmid, F. Schumann, 1997. Guide des cépages. 300 cépages et leurs vins. Editions Eugen Ulmer, Paris. Morfologia Extremidade do ramo jovem aberta, com pigmentação antociânica média, na orla, e média densidade de pêlos prostrados. Folha jovem avermelhada, página inferior com média densidade de pêlos prostrados. Flor hermafrodita. Pâmpano estriado de vermelho, gomos verdes. Folha adulta média, pentagonal, quinquelobada; limbo verde escuro, plana, bolhosidade média a forte, pág. inf. com média densidade de pêlos prostrados e pêlos erectos que transmitem um toque aveludado; dentes médios e rectilíneos; seio peciolar c/ lóbulos ligeiramente sobrepostos, base em U, seios laterais em U Cacho médio, cónico, compacto, pedúnculo de comprimento médio. Bago arredondado, pequeno, negro-azul, película medianamente espessa, polpa mole. Sarmento castanho-avermelhado. Comportamento Abrolhamento: Tardio, 15 dias após a ‘Castelão’. Floração: Tardia, 9 dias após a ‘Castelão’. Pintor: Tardio, 10 dias após a ‘Castelão’. Maturação: Tardia, duas semanas após a ‘Castelão’. Pouco sensível ao stress hídrico e ao oídio. Sensível ao míldio. Muito sensível ao desbagoamento, principalmente se chover no período de maturação. Porte erecto. Vigor elevado. Deve ser podada a talão. Na poda à vara tem uma rebentação muito heterogénea. Devido à sua maturação tardia, deve ser instalada em climas quentes e com pouco risco de chuva no período de maturação. Casta tardia, vigorosa, de porte erecto com pouca emissão de netas. Varas muito resistentes. Frutifica bem nos gomos da base, pelo que vai bem em poda curta. É bastante resistente ao stress-hídrico, mas pelo contrário, alguma disponibilidade de água no Verão, favorece o crescimento vegetativo, com consequentes da sensibilidade às doenças criptogâmicas do cacho. Desde que o Verão se mantenha seco, faz maturações longas, alcançando riqueza sacarina dos mostos e uma excelente concentração fenólica. Alguma sensibilidade à traça da uva e em particular às podridões do cacho, quando cultivada em solos frescos e sob influência marítima. CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA Potencial Produz vinhos bastante corados, ricos em tanino, aptos ao envelhecimento. Origina vinhos com boa riqueza fenólica, medianamente alcoólicos e ricos em ácidos orgânicos. Este último atributo confere, nomeadamente, grande longevidade aos respectivos vinhos. CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA Fotos MicroSatélites
- Ibáñez, J., María T. de Andrés, Ana Molino, J. Borrego, 2003. Genetic study of key Spanish grapevine varieties using mocrosatellites analysis. Am.J.Enol.Vitic. 54 (1), 22-30. |
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