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Origem Casta muito antiga no Douro, e que na opinião de Rebelo merece um dos primeiros lugares entre as que se cultivam em Portugal; amadurece bem, não seca, nem apodrece, e, ainda que não seja de muita produção, dá um vinho muito coberto, forte e generoso. Aquele autor atribui a grande reputação, que adquiriram em Inglaterra os vinhos de Guiães, a serem fabricados com a mistura das uvas de Tinto Cão, Pé Agudo e Alvarelhão. É esta uma videira de grande expansão, e que podada em vara lança muita rama, que assombra a vinha e impede a maturação; deve por isso podar-se com poda curta em talões, deixando-lhe três ou quatro, com três ou quatro olhos cada um, conforme o vigor da cepa. Vila Maior, Visconde de, 1875. Manual de Viticultura Practica. 552pp. Imprensa da Universidade, Coimbra. Ocupa cerca de 20 ha na Califórnia, onde a sua produção é considerada fraca. Foi introduzida na Austrália a partir da colecção de Davis. Truel, P., 1983. Notes sur les Cépages du Portugal et leur Synonymie. Progrès Agric. Vitic. (22): 580. O coeficiente de variação genotípica do rendimento (CVG de 15,32) permite considerá-la com um nível relativamente elevado de variabilidade genética. As variabilidades do grau álcool provável (CVG de 1,61) e da acidez total do mosto(CVG de 0,79) são baixas. Gonçalves, Elsa M.F., 1996. Variabilidade Genética de Castas Antigas de Videira, 76p. Relatório de Fim de Curso, I.S.A., Lisboa. Morfologia Extremidade do ramo jovem aberta, com orla carmim de intensidade média, média densidade de pêlos prostrados. Folha jovem verde com zonas bronzeadas, página inferior com baixa densidade de pêlos prostrados. Flor hermafrodita Pâmpano estriado de vermelho, gomos com média pigmentação antociânica. Folha adulta média, pentagonal, sub-inteira; limbo verde claro, ligeiramente irregular, medianamente bolhosa; página inferior com média densidade de pêlos prostrados; dentes pequenos e rectilíneos;seio peciolar pouco aberto, em U, e seios laterais abertos em V. Cacho pequeno a médio, cónico-alado, medianamente compacto, pedúnculo de comprimento médio. Bago arredondado, pequeno a médio e negro-azul; película espessa, polpa de consistência média. Sarmento castanho escuro, com entre-nós compridos. Comportamento Abrolhamento: Precoce, 5 dias após a ‘Castelão’. Floração: Precoce, 2 dias após a ‘Castelão’. Pintor: Época média, 3 dias após a ‘Castelão’. Maturação: Época média, uma semana após ‘Castelão’. Vigorosa. Porte semi-erecto. Pouco sensível ao desavinho e à podridão. MicroSatélites
- Almadanim, M. Cecília, M. Margarida Baleiras-Couto, H. Sofia Pereira, Elvira Melo, Eva Valero, P. Fevereiro, J.E. Eiras-Dias, Leonor Morais, Wanda Viegas, M. Manuela Veloso, 2004. Os microssatélites na identificação de variedades de videira. In: Actas do 6º Simpósio de Vitivinicultura do Alentejo 1, 23-29, Évora. |
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