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Origem O Visconde de Villa Maior, no Manual de Viticultura Practica, editado em 1875, considera esta casta como originária do Minho, mais precisamente da ribeira do Lima. A sua propagação no Douro terá sido feita em meados do século XVIII, visto que não era conhecida no Douro no início desse século. A sua introdução no Douro terá sido com o objectivo de alcançar vinhos muito cobertos e de boa côr. Duarte d’Oliveira, na Ampelografia de Viala et Vermorel, publicada de 1901 a 1910, reforça esta opinião quando indica que a Vinhão foi introduzida do Minho no Douro por volta de 1790, para corar os vinhos do Porto. Este objectivo tem razão de ser, na medida que uma das principais castas do Douro era a Bastardo, casta de maturação muito precoce, óptima para originar vinhos licorosos naturais, mas que carece bastante de côr e cujos vinhos ‘descascam’ com facilidade. O coeficiente de variação genotípica do rendimento (CVG de 16,37) permite considerá-la com um nível relativamente elevado de variabilidade genética. A variabilidade do grau álcool provável (CVG de 6,00) é apreciável. A variabilidade da acidez total do mosto(CVG de 3,74) é razoável. Gonçalves, Elsa M.F., 1996. Variabilidade Genética de Castas Antigas de Videira, 76p. Relatório de Fim de Curso, I.S.A., Lisboa. Cultivada na Galiza (Espanha) com o nome de Souson. Morfologia Extremidade do ramo jovem aberta, com muito ligeiro carmim, na orla, e elevada densidade de pêlos prostrados. Folha jovem verde com tons acobreados, página inferior com elevada densidade de pêlos prostrados. Flor hermafrodita. Pâmpano ligeiramente estriado de vermelho, com gomos verdes. Folha adulta média, orbicular, com três lóbulos; limbo verde médio, em goteira e bolhoso; página inferior com média densidade de pêlos prostrados; dentes curtos e rectilíneos;seio peciolar pouco aberto, em lira, seios laterais abertos, com base em U. Cacho médio, cónico-alado, medianamente compacto, pedúnculo de comprimento médio. Bago arredondado, médio e negro-azul; película de espessura média, polpa mole, ligeiramente corada. Sarmento castanho amarelado. Comportamento Abrolhamento: Tardio, 15 dias após a ‘Castelão’. Floração: Tardia, 10 dias após a ‘Castelão’. Pintor: Época média, 5 dias após a ‘Castelão’. Maturação: Época média, uma semana após a ‘Castelão’. Potencial Os mostos apresentam acidez elevada. Selecção Possui clones certificados. Vinhão T, clone 61 ISA: Rendimento moderado, bom teor alcoólico e muito boa acidez total. Vinhão T, clone 62 ISA: Rendimento moderado, bom teor alcoólico e acidez total média. Vinhão T, clone 63 ISA: Rendimento moderado, muito bom teor alcoólico e boa acidez total. Vinhão T, clone 64 ISA: Bom rendimento, bom teor alcoólico e acidez total elevada. Vinhão T, clone 65 ISA: Bom rendimento, moderado teor alcoólico e menor acidez total. Vinhão T, clone 66 ISA: Muito bom rendimento, bom teor alcoólico e menor acidez total. Vinhão T, clone 67 ISA: Bom rendimento, teor alcoólico baixo e menor acidez total. (Antero Martins - Rede Nacional de Selecção da Videira) |
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