|
Origem A variabilidade genética do rendimento é bastante elevada (CVG de 35,75). Este resultado aponta no sentido de uma grande antiguidade do estabelecimento desta casta na região do Douro, onde foi prospectada. Gonçalves, Elsa M.F., 1996. Variabilidade Genética de Castas Antigas de Videira, 76p. Relatório de Fim de Curso, I.S.A., Lisboa. Em 1790 já era citada por Lacerda Lobo, como sendo cultivada no Douro. Lobo, Constantino Botelho de Lacerda, 1790. Memória sobre a cultura das vinhas em Portugal. Academia Real das Ciências de Lisboa. Morfologia Extremidade do ramo jovem aberta, com pigmentação antociânica generalizada, de forte intensidade, e baixa densidade de pêlos prostrados. Folha jovem bronzeada, página inferior com baixa densidade de pêlos prostrados. Flor hermafrodita. Pâmpano ligeiramente estriado de vermelho e gomos verdes, apresentando gavinhas nos entre-nós com alguma frequência. Folha adulta pequena, pentagonal, sub-quinquelobada; limbo verde escuro, irregular, medianamente bolhoso; página inferior com baixa densidade de pêlos prostrados; dentes médios e convexos; seio peciolar pouco aberto, com a base em V, e seios laterais superiores abertos em V. Nervuras principais com forte pigmentação antociânica. Cacho pequeno e medianamente compacto. Bago elíptico-curto, pequeno e verde-amarelado. Sarmento castanho amarelado. Comportamento Abrolhamento: Época média, 4 dias após a ‘Fernão Pires’. Floração: Precoce, 1 dia antes da ‘Fernão Pires’. Pintor: Época média, 3 dias após a ‘Fernão Pires’. Maturação: Precoce, uma semanas antes da ‘Fernão Pires’. Sensível ao Oídio e à Podridão dos cachos. Vigor elevado. Potencial Produz vinhos bem estruturados, frescos e de aromas florais complexos. Tem boa capacidade de envelhecimento. Selecção Em Portugal, existe um clone certificado: clone 53 JBP. Fotos
MicroSatélites
|
voltar