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Descrição:
Conhecem-se mais de 200 espécies do género Dinophysis. Cerca de metade das espécies possui cloroplastos, sendo as restantes fagotróficas.
As células são pequenas a médias (25-100mm), com a teca lateralmente comprimida. O cíngulo está deslocado para a extremidade apical e divide a célula numa pequena epiteca (por vezes não visível) e numa hipoteca grande. O cíngulo apresenta asas desenvolvidas na margem anterior e posterior, a anterior é em forma de funil com espinhos. Sulco na região ventral com asas na margem direita e esquerda. A asa esquerda tem três espinhos (R1, R2, R3) e é a mais desenvolvida podendo apresentar ornamentações. Em vista lateral, a epiteca não é evidente devido ao prolongamento da asa cingular anterior. Superfície da teca lisa ou com poros, aréolas ou retículos. Durante a reprodução as células surgem muitas vezes em pares e unidas dorsalmente.
Várias espécies autróficas produzem toxinas diarreicas que podem ser acumuladas em bivalves e responsáveis por DSP (“diarrheic shellfish poisoning”). A toxina envolvida é o ácido ocadaico e seus derivados. Uma concentração de cerca de 200 células por litro são suficientes para toxificar bivalves.
Características diagnosticantes:
As principais características para identificar as espécies do género Dinophysis são:
- morfologia e dimensões (comprimento e diâmetro total);
- curvatura dorsal e ventral da célula;
- comprimento e forma da asa sulcal esquerda e direita;
- posição e distância dos espinhos que suportam a asa sulcal esquerda;
- padrão de ornamentação da teca; |